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Mestre de Fotógrafos e Narrador de Amigos
Talvez se possa definir o Augusto Cabrita (no que existe nele de definível) como um ser humano onde se combinam, com uma
felicidade extremamente rara, a truculência, a generosidade e a arte do trabalho. Absorve a vida como se lhe fosse pouca - e depois distribui-a, caminheiro, pelas mãos dos outros...


Dinis Machado

Os Dizeres do Olhar
...Nas fotos de Augusto Cabrita, como nos filmes de Augusto Cabrita, não há espaços neutros, vazios, inertes. Está lá, sempre e sempre, essa maneira de olhar e de dizer as coisas que recusa o banimento da criatura humana, mesmo quando a criatura humana (aparentemente) não figura na foto ou no filme...

Baptista-Bastos

O Homem que Viveu para Além dos Sonhos

...Através da visão do Augusto Cabrita, nós começamos a compreender que, afinal, a maioria dos artistas não vai para além, mas, muito pelo contrário, fica bastante aquém da realidade - e por isso eu não hesito em considerar esse espantoso fotógrafo, que tive a dita de contar entre os meus melhores amigos, um revelador das verdades esquecidas, ignoradas e nem mesmo sonhadas.

A sua verdade transporta-nos para além dos sonhos.

António Vitorino d'Almeida

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Depoimentos
 

     Mestre de Fotógrafos e Narrador de Amigos

    Talvez se possa definir o Augusto Cabrita (no que existe nele de definível) como um ser humano onde se combinam, com uma felicidade extremamente rara, a truculência, a generosidade e a arte do trabalho. Absorve a vida como se lhe fosse pouca - e depois distribui-a, caminheiro, pelas mãos dos outros. Gosta muito de quem gosta (como se tivesse o culto do excesso) e aprende, olhando, em cada novo olhar, repleto e substituído, a qualidade e a largueza de vistas que o levaram, com o tempo, a construir o seu opulento (e humilde) universo de imagens eternas. Cheio de prazer de admirar (uma forma de benesse para aqueles que sabem confessar a grandeza possível dos outros), este homem situado de antenas visuais e de coração caleidoscópico, mestre de fotógrafos e narrador de amigos, lida com as dificuldades para se levantar sobre elas - mesmo que seja o arame farpado do grande sofrimento. Num dia em que trocámos citações (como às vezes fazemos) ao ouvi-lo falar, no limiar da sensibilidade, do burlesco geométrico de Chaplin, disse-lhe que ele teve um destino à Le Corbusier: «Estás condenado a ver».
    Acrescento nesta página para que a ideia seja mais esclarecedora: a sentir, a compreender e a revelar.

    Dinis Machado





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