Amália (1967); Almada Negreiros no Zip-Zip - um happening na TV (1969), etc.
TELEVISÃO
Entrou para a RTP, como colaborador (sempre independente), e funcionava como correspondente no Barreiro e nas terras ao sul do Tejo, até ao extremo Algarve, onde rodou quilómetros de filme 16 mm, quantas vezes se dando ao sublime prazer de descobrir a notícia.
Entre as suas primeiras grandes reportagens está A Visita a Portugal da Rainha Isabel II de Inglaterra, "rampa de lançamento" da Televisão (1957); Juventude no mundo, uma série de programas a que aderiram 25 países (a partir de 1957); o Centenário de Lourdes, acompanhado de Tico Tico, repórter da Rádio Tupi de S. Paulo (1958); a inauguração do monumento a Cristo-Rei, em Almada (1959); o Terramoto de Agadir, em Marrocos (1960). Efectuou várias missões no Oriente, com extraordinárias reportagens para a RTP, nomeadamente em Goa, Damão e Diu, pouco tempo antes da ocupação (1960). Tendo visitado demoradamente a Índia, a primeira vez com o Coro Feminino Harmonia (onde participava a sua irmã, Dulce Cabrita) e também Macau. Tinha a intenção de fazer um filme sobre Goa, Damão e Diu, Água e o Vento (nunca realizado). Esteve em Angola, onde fotografou o início da Guerra Colonial (1961). Semana Santa em Óbidos - documentário RTP, de Baptista Rosa (1963); O Forcado - documentário RTP, de Baptista Rosa, um dos mais impressivos e emocionais jogos de claro-escuro (1965). Foi ainda colaborador permanente em prestigiosas séries de programas como; Horizonte «A Reportagem de Augusto Cabrita», de Baptista Rosa; Curto Circuito e No tempo em que Você Nasceu, programas de Artur Agostinho; Vamos Jogar no Totobola, para o qual a convite de Artur Agostinho, produziu com sensibilidade de cronista, mais de três centenas de pequenos filmes sobre o quotidiano português; mas o projecto de televisão que mais gozo lhe deu fazer, foi Melomania(s), duas séries de programas com João de Freitas Branco e música de Filipe de Sousa, pelo encontro que marcou com o mundo dos sons, subjacente em toda a sua obra.
CINEMA
Realização:
Improviso sobre o Algarve - curta metragem (1960); Macau - curta metragem (1961); Os Caminhos do Sol - documentário, co-realização com Carlos Vilardebó (1966); Viana e o seu Termo - curta metragem (1969); Na Corrente - curta metragem, com música original de Carlos Paredes (1970); A Viagem - curta metragem (1970); Hello Jim - documentário (1970); Digressão de Amália Rodrigues por Itália, para a Valentim de Carvalho (1972); O Mar Transporta a Cidade, com texto e voz de Alexandre ONeill (1977); Uma História de Comboios - Uma Viagem de Hans-Christian Andersen, escritor dinamarquês (1978); A Nora - curta metragem, com música de Johann Sebastian Bach (1978); Lisboa - documentário para a série "Les Grands Villes du Monde", co-realização com Fernando Lopes, em co-produção com Animatógrafo, Pathé e RTP (1979); Açores, Ilhas do Atlântico, co-realização com Helder Mendes (1979); Setenave, com música original de Filipe de Sousa; A Tournée, com Amália Rodrigues; A Catedral da Angústia, com música de António Vitorino de Almeida.
Produção:
A Nora - curta metragem, com música de Johann Sebastian Bach (1978); Uma História de Comboios - Uma Viagem de Hans-Christian Andersen, escritor dinamarquês (1978); Açores, Ilhas do Atlântico, co-realização com Helder Mendes (1979).
Fotografia:
Belarmino - drama, de Fernando Lopes, música de Manuel Jorge Veloso (1964); As Ilhas Encantadas - drama, de Carlos Vilardebó, em colaboração com Jean Rabier (1965); Catembe - 7 dias em Lourenço Marques, de Manuel Faria de Almeida, em colaboração com Elso Roque e Manuel Costa e Silva, «filme com 103 cortes - suspenso pela censura» (1965); Moçambique 65 - documentário, de Manuel Faria de Almeida (1965); Faça Segundo a Arte - documentário, de Manuel Faria de Almeida (1965); Os Caminhos do Sol - documentário, co-realização com Carlos Vilardebó (1966); Minuto Zero - curta metragem, de Alfredo Tropa (1968); Hello Jim - documentário (1970); Sever do Vouga... Uma Experiência - documentário, de Paulo Rocha, com música de Fernando Lopes-Graça, em colaboração com Acácio de Almeida (1971); Peneda - Gerês - Parque Nacional - documentário, de Helder Mendes (1971); A Nora - curta metragem, com música de Johann Sebastian Bach (1978); Uma História de Comboios - Uma Viagem de Hans-Christian Andersen, escritor dinamarquês (1978); Setenave, com música original de Filipe de Sousa; em colaboração com Elso Roque, Açores, Ilhas do Atlântico, co-realização com Helder Mendes (1979).
TRABALHOS GRÁFICOS
LIVROS FOTOGRÁFICOS
Com deslumbrantes fotografias; 50 ANOS DA CUF NO BARREIRO, fotografias de Harrington Sena, Augusto Cabrita, Chagas dos Santos, A. Salgado, Ribeiro da Silva, ª Carneiro,Tavares da Fonseca, J. Gonçalves, ilustrações de Eugénio da Silva, projecto e coordenação de Harrington Sena, Estúdios Cor (Lisboa, 1958/59); PORTUGAL Um País que importa conhecer, fotografias de Augusto Cabrita, design e capa de Sebastião Rodrigues, Panorama (Lisboa, 1972); SETENAVE - Estaleiros Navais de Setúbal, fotografia e arranjo gráfico de Augusto Cabrita «texto em português, inglês, russo, chinês, japonês, árabe» (S/data); Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lourdes Modesto, fotografias de Augusto Cabrita e colaboração de Homem Cardoso, Verbo (Lisboa,1982); NEW YORK RHAPSODY, Fotografias de Guta de Carvalho, texto de Augusto Cabrita, edição de autor (Lisboa, 1983); As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal, fotografias de Augusto Cabrita, com textos de Júlio Gil, Verbo (Lisboa, 1984); Os Mais Belos Castelos de Portugal, fotografias de Augusto Cabrita, com textos de Júlio Gil, Verbo (Lisboa, 1986); Parques e Reservas Naturais de Portugal, fotografias de Augusto Cabrita e Rui Cunha, com textos de Pedro Castro Henriques, Verbo (Lisboa, 1990); Viagem a Sul do Tejo, fotografias de Augusto Cabrita, edição da Associação de Municípios do Distrito de Setúbal (1991); AMÁLIA Uma estranha forma de vida, a primeira biografia ilustrada de Amália Rodrigues, autor Vítor Pavão dos Santos, fotografias de Augusto Cabrita e dos Arquivos do Museu Nacional do Teatro, Verbo (Lisboa, 1992); Um Ponto de Vista Fotográfico - EUROPÁLIA 91 PORTUGAL, fotografias de Augusto Cabrita, com texto de Nuno Júdice, «edição MEC 1000 exemplares» (Lisboa, Abril de 1993); Os Mais Belos Rios de Portugal, fotografias de Augusto Cabrita, com textos de João Conde Veiga, Verbo (Lisboa, 1994); Na Outra Margem - O Barreiro - Anos 40-60, fotografias de Augusto Cabrita «edição CUF-Companhia União Fabril, SGPS, S.A.» (Lisboa, Dezembro de 1999).
ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA
Ilustração fotográfica de toda a obra literária de Carlos de Oliveira,
algumas das suas principais obras são: A Casa na Duna, D. Quixote (Lisboa, 1943); Alcateia, D. Quixote (Lisboa, 1944); Mãe Pobre, D. Quixote (Lisboa, 1945); Poesias, D. Quixote (Lisboa, 1945 -1950); Pequenos Burgueses, D. Quixote (Lisboa, 1948); Uma Abelha na Chuva, D. Quixote (Lisboa, 1953); Cantata, D. Quixote (Lisboa, 1960); Sobre o Lado Esquerdo, D. Quixote (Lisboa, 1968); Micropaisagem, D. Quixote (Lisboa, 1969); O Aprendiz de Feiticeiro, D. Quixote (Lisboa, 1971); Entre Duas Memórias, D. Quixote (Lisboa, 1971); Finisterra, D. Quixote (1978).
Angola - Os Dias do Desespero, de Horácio Caio, fotografias de Augusto Cabrita, edição do autor (Lisboa, 1961); Alentejo Desencantado, de Mário Ventura, fotografias de Augusto Cabrita, Bertrand (Lisboa, 1973). O Sol e o Menino dos Pés Frios, de Matilde Rosa Araújo, ilustração de Augusto Cabrita, Horizonte.
CATÁLOGOS / OUTROS
(em construção)
PRINCIPAIS DISTINÇÕES
TÍTULOS HONORÍFICOS
1985 - Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, no 10 de Junho.
1986 - Medalhão Barreiro Reconhecido na Área da Cultura, Artes e Letras.
1991 - Medalha de Mérito Distrital, Setúbal.
PRÉMIOS
Prémio RizzoIi, Prémio Internacional de Fotografia Publicitária, Itália (finais anos 40); 1.º Prémio de melhor conjunto dos expositores nacionais; 2.º Prémio da Secção Aeronavegação, e 6.º Prémio da Secção Artística no II SALÃO INTERNACIONAL DE ARTE FOTOGRÁFICA da Marinha Mercante e Aeronavegação e Pesca (1958); Prémio da Crítica (1962); Prémio Nacional de Cinema pela fotografia do filme Belarmino, de Fernando Lopes (1964); Troféu FOCA DE OURO - PRÉMIO LAÏCA, 1.º Prémio Internacional de Reportagem de TV, Estado de São Paulo - Brasil (1968); Prémio da Imprensa «Televisão» (1970); Prémio Nacional de Cinema Aurélio da Paz dos Reis, «Realização» (1971); Prémio Nacional de Cinema como Director de Fotografia do filme Peneda - Gerês - Parque Nacional, de Helder Mendes (1971); Troféu SOL DE PRATA do III FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILME TURÍSTICO, Lisboa (1972); Troféu VERBO (1985); Troféu NOVA GENTE Prestígio (1986).
EXPOSIÇÕES
Individuais:
GOLEGÃ (Galeria Relvas) - Impressões do Oriente - Fotografias de Augusto Cabrita em homenagem a um grande Mestre da fotografia: António Paixão (1 Maio a 31 de Julho de 1983); PRAIA DA ROCHA (Hotel Júpiter) - Viagens de uma Câmara - No âmbito do 12.º FICA (26 de Maio a Abril de 1983); COIMBRA (Secção de Desportos Náuticos da AAC) - Augusto Cabrita, O Mestre e o Remo - integrada no 2.º CONGRESSO NACIONAL DE REMO, em 1989; LISBOA (Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP) - Augusto Cabrita: Imagens para um Videotape (7 a 28 de Março de 1990); CORROIOS, SEIXAL (Moinho de Maré) - Imagens do Tejo - (18 de Maio a 8 de Junho de 1991); FARO (Arco Galeria Municipal de Arte) - Augusto Cabrita: Fotografia - integrada na SEMANA DE CINEMA EUROPEU (5 a 19 de Novembro de 1993); BARREIRO (Galeria Augusto Cabrita / Estúdio Augusto Cabrita Filho) - Augusto Cabrita - em 1994; LISBOA (Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP) - Augusto Cabrita: Fotografia (Outubro de 1994); SILVES (Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural) - Augusto Cabrita: Fotografia (Dezembro de 1994 a Janeiro de 1995); SEIXAL (Galeria de Exposições / Fórum Cultural do Seixal) - Imagens do Tejo - Fotografias de Augusto Cabrita - (29 de Abril a 24 de Maio de 1995); BARREIRO (Galeria Municipal) - Augusto Cabrita - Barreiro, Fotografias Anos 40-60 - (Junho de 1995); BARREIRO (Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva) - Augusto Cabrita, nosso vizinho - integrada nas comemorações do Cinquentenário da EICAS, em Janeiro de 1997; ALMADA (Galeria Municipal de Arte) - Augusto Cabrita, Imagens do Tejo - (Julho a Setembro de 1998).
Colectivas:
BARREIRO (Biblioteca Municipal) - Le Rhin a rendez-vous avec le Tage - Recordação de uma Viagem, Colmar-Barreiro - Exposição Colectiva de Artistas Barreirenses, em 1989; LISBOA - Olho por Olho - Uma História da Fotografia em Portugal 1839 - 1992, Ether, Lisboa, em 1992; BARREIRO - Embarcações Tradicionais do Tejo - Câmara Municipal do Barreiro, em 1999.
HOMENAGENS
Homenagem a Augusto Cabrita, nos II ENCONTROS INTERNACIONAIS DE CINEMA DOCUMENTAL, com biografia e depoimentos, recordando: um grande fotógrafo que tornou extensiva a sua actividade ao cinema e cujo trabalho nesta área tem sido demasiado esquecido.
Sessão de Homenagem a Augusto Cabrita, integrada no FICA 98 - 26.º Festival Internacional de Cinema do Algarve, Auditório Algarve do Hotel Alvor Praia (25 a 30 de Maio de 1998).
A Escola Secundária do Alto do Seixalinho, Barreiro, passou a denominar-se Escola Secundária Augusto Cabrita, Barreiro, por Despacho n.º 602/99 (2.ª série) do Gabinete do Secretário de Estado da Administração Educativa (21 de Dezembro de 1998).
No Fórum Cultural do Seixal, foi inaugurada a Galeria Augusto Cabrita.